Estudos

Quando nos convertemos, entendemos que uma das nossas responsabilidades é levar a luz que recebemos a outros, cumprindo o ide de Jesus.

Porém, o evangelismo pessoal parece ser desafiador para grande parte dos cristãos e muitos perdem a oportunidade de falar de Jesus no dia a dia por não saberem como agir.

A pastora Leslie Vila lembra que o primeiro passo para ser ativo no evangelismo pessoal é ter uma vida íntima com Jesus, mantendo um tempo devocional de qualidade (leia sobre Como fazer devocional). “Precisamos ter o nosso devocional diário, pois quando iniciamos o dia com essa prática, estamos abastecidos com a Palavra de Deus para aplicarmos no dia a dia – tanto em atitudes quanto na pregação para outros”, salienta.

Dentro da família

Evangelizar dentro de casa ou membros da própria família precisa ser um compromisso de todo cristão. Parece especialmente desafiador já que são nossos parentes próximos que conheceram a nossa “pior versão” sem Jesus. Porém, é exatamente o exemplo vivo de transformação de caráter que poderá despertar o desejo deles de conhecerem a Palavra de Deus.

“O maior desafio é demonstrar a mudança, com gestos, palavras e atitudes. Você pode fazer uma ligação, ir ao mercado para alguém, mostrar a verdade através da sua vida. Afinal, nós somos as cartas que pregam sobre Cristo (II Co 3:3), as pessoas devem nos ler.”

Portanto, a maior pregação é a que acontece através de ações condizentes com a nova criatura que somos, mostrando o que Cristo realizou em nossas vidas. “Pequenas atitudes também contam. Em um momento difícil que alguém da sua família está vivendo, você leva amor, a Palavra. Respeitamos cada um, mas sempre colocamos o amor e a palavra de Deus nos momentos em família. Ore e abençoe seus parentes, filhos, tios, primos, pais. Assim, o Espírito Santo irá quebrar barreiras.”

Com desconhecidos

O evangelismo com pessoas estranhas parece ser fácil somente para os evangelistas. “Eu já passei por várias situações em que pensava ‘será que eu falo?’ em um elevador ou uma sala de espera. É uma dúvida bastante comum”, afirma pastora Leslie.

Ela conta que, quando começaram a Alcance em Irati (PR), a primeira pessoa para quem falou de Jesus foi uma vendedora de uma loja de sapatos. “A pessoa estava com um rosto triste e eu falei que Deus iria abençoá-la. Ela abriu o coração e eu pude falar do amor de Jesus.”

Por mais que o medo tente nos parar, precisamos assumir nossa responsabilidade, lembrando que “de graça recebemos, de graça damos”. “Não podemos nos calar. Esperando uma consulta, no ponto de ônibus, na fila do banco, as pessoas acabam se abrindo e falando de alguma dificuldade. É uma porta aberta para falarmos do Senhor e do Seu amor”, encoraja.

A chave para vencer esse desafio é entender que Cristo entrou em nossas vidas e fez algo tão precioso por nós que não temos o direito de guardar. Somos a resposta que as pessoas estão procurando; aquela vizinha que está pensando em se matar, a pessoa deprimida na fila do mercado, o homem cabisbaixo no banco sem dinheiro para pagar as contas.

“Nós somos a resposta para muitas pessoas! Quando você abrir a boca, lembre que é o Espírito Santo falando através de você. Quando entendemos isso, as coisas se tornam mais fáceis.”

Falei de Jesus. E depois?

Para as pessoas próximas, a continuidade do ensino da Palavra se dará pelo próprio relacionamento. Mas e com pessoas desconhecidas?

A pastora Leslie sugere que você sempre tenha consigo um cartão com os contatos da sua igreja e horários dos cultos. Também é possível indicar o site para que a pessoa possa saber onde congregar e buscar a Deus.

“Não indicamos que você dê o seu telefone para pessoas completamente desconhecidas. Porém, se sentir direção, você pode pegar o contato da pessoa para falar com ela em outros momentos. O importante é dar um direcionamento para aquela pessoa que acabou de conhecer sobre o amor de Deus: onde ela pode aprofundar a sua fé?”

O evangelismo só é eficaz se acontece a oração de entrega a Jesus?

Obviamente, a oração de confessar a Jesus como seu Senhor é fundamental no processo de evangelismo. Porém, nem sempre haverá completa abertura para que esse momento aconteça com alguém que você acabou de conhecer e evangelizar na rua, por exemplo.

Portanto, indicar uma igreja local ou pegar o contato da pessoa para acompanhá-la à distância podem ser maneiras de se certificar que esse momento (de confissão) chegará.

“Podemos pedir a Deus que sempre nos permita promover o momento de oração de entrega na hora que evangelizamos alguém. Porém, se isso não ocorrer, lembre-se de que você pode e deve interceder por aquela pessoa. Além disso, não esqueça: a semente foi plantada nesse coração. O trabalho todo não é nosso, é do Espírito Santo. Faça sua parte, ore e fique tranquilo: essa semente que foi plantada irá germinar.”